Uma breve análise sobre as eleições 2012 em Petrópolis

Recentemente, duas pesquisas não-oficiais foram ventiladas em Petrópolis, seja pelas redes sociais ou por blogs. Na primeira “leva”, os números seriam esses: o ex-prefeito Rubens Bomtempo (PSB) com 38%, o deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) com 26% e o prefeito Paulo Mustrangi (PT) com apenas 8% das intenções de voto. Na última quinta, o blogueiro Eduardo Ferreira postou outros números, que teria causado ânimo no time de Bomtempo: 33% para o peessebê, 27% para o peemedebê e 7% para o petista.

Nos dois casos, o quadro é claro. A rejeição de Mustrangi, realmente, é muito complicada. Há quem diga que, nestas sondagens, o índice de ruim + péssimo beirava os 65%. A sensação de inércia que o governo transmite e a falta de soluções para os principais problemas da cidade (especialmente a saúde, tema pelo qual Paulo venceu a eleição; e o transporte, com a crise agravada e a demora para o processo licitatório, tão aguardado).

Obs: matéria de Aline Rickly, do portal Acontece em Petrópolis mostra, inclusive, que a população já não tem esperanças quanto aos transportes.

Também há de se ter cuidado com a liderança – até folgada na primeira pesquisa – de Rubens Bomtempo. Pelas circunstâncias e a posição de independência do PMDB, o ex-prefeito vocaliza toda a oposição. Além do mais, tem o recall de ter governado a cidade por oito anos. Mas, evidentemente, não se deve desprezar seu potencial: na cidade, teve, para deputado, apenas cinco mil votos a menos que Rossi.

Não se sabe, também, se Bernardo será candidato. O lançamento de seu nome está, até agora, condicionado às alianças do PMDB com o PT em âmbito estadual e, neste sentido, ele não teria tanta simpatia do governador Sérgio Cabral – é mais ligado ao grupo de Picciani. O deputado precisa se mostrar candidato de maneira mais enfática, para a população. Nos meios políticos, ninguém mais duvida de que ele quer se lançar: já está articulando aos montes por aí.

O paralelo com o caso de Kassab

Para Mustrangi, um bom indicador de que as coisas podem mudar seria o caso das eleições de 2008, em São Paulo. Em agosto de 2007 (mesmo período para aquele eleição que o atual) Geraldo Alckmin (PSDB) tinha 30% das intenções de voto. Marta Suplicy (PT) tinha 24%. O já prefeito Gilberto Kassab (então no DEM), com pouco mais de um ano de governo, tinha apenas 10%, de acordo com pesquisa Datafolha.

Por um lado, isso quer dizer que muitas águas vão rolar – e vão mesmo – até a eleição. No entanto, os motivos que levaram aos números de São Paulo não são os mesmos que levam aos números de Petrópolis agora. Kassab acabara de receber, de mão beijada, a Prefeitura de José Serra, que foi eleito governador. A população não o conhecia.

Aqui, Mustrangi já tem três anos de governo e todos o conhecem – afinal, foi eleito com praticamente 1/3 da cidade. O caso lá não era de rejeição. Com a campanha (e uma aliança, articulada por Serra, entre DEM e PMDB, que quase triplicou o tempo de TV), o prefeito foi mais bem conhecido e aprovado pela população (sorte dele que não é agora a eleição)…

Além disso, não há a grande mídia que amplifica as ações de campanha e nem a força que o horário eleitoral tem na capital paulista, principalmente com as inserções – e, mesmo assim, não existe a mínima garantia de que Mustrangi terá uma ampla aliança.

Câmara: 15 ou 21 vagas e 700 eleitos. Pelo menos… Eles acham que sim

Para a Câmara, vivemos um dilema que já ocorreu em eleições anteriores. Evidentemente, não há pesquisas – e pesquisa para vereador é um tanto quanto falha – mas o que há de candidatos é uma enormidade. E o mais grave: candidatos com o ego mais que inflamado. Gente que não passa de 600, 700 votos e que pensa que vai ter 2000, 3000.

Mais um pouco e vamos chegar à conclusão de que há mais candidato que eleitor. Recomendo até uma certa ponderação, para não ter frustrações depois. Poucos são os nomes, dos que se projetam, que tenham ou um padrinho forte, ou uma base eleitoral sólida, ou um caminhão de dinheiro – pelo menos um dos três fatores ou coisa parecida.  Além disso, tudo depende da formação das chapas e nominatas.

Uma eleição com tudo para ser disputadíssima

Por fim, essa eleição tem tudo para ser a mais disputada dos últimos tempos – só tendo paralelo, talvez, em 1996, quando a diferença foi de dois mil votos. Não vejo nada decidido para nenhuma das alternativas. Promete pegar fogo!

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11 comentários sobre “Uma breve análise sobre as eleições 2012 em Petrópolis

  1. O povo não estava satisfeito com o governo Bomtempo, elegeu o Mustrangi. Agora , não satisfeito com o Mustrangi elege o Bomtempo. Isso é falta de bom senso, se nenhum dos dois foi bom,não é agora que vão ser. Não acha que ta na hora de dar chance a outro?

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  2. Bomtempo Nunca Mais, Nunca vi em Petropolis tanto super faturamento nas obras que ele fez e a cidade que merda que ficou fala serio vai pra maua que la se pular na agua nao tem importancia merda e tudo igual

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  3. quero dizer que que a pesquisa esta correta e a justiça esta sendo feita obs. o dr rubens bontempo sera o melhor remedio para petropolis por que ele foi o que mas fes a petropolis: e tem em sua bagagen um estorico escelente como conçelheiro do sebrae rj ;e ira utilizar o que aprendeu no sebrae para melhorar ainda mas nossa cidade petropolis ate a nossa vitoria dr rubens bom tempo

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  4. Pingback: Sobre pesquisas e posts « Philippe Fernandes

    • ESTÁ CORRETO ESTA ANÁLISE, A JUSTIÇA SERÁ FEITA. O ÚNICO DENTRE OS QUE ESTÃO SE CANDIDATANDO, QUE IRÁ MELHOR REPRESENTAR PETRÓPOLIS SERÁ SEM DÚVIDA ALGUMA RUBENS BOMTEMPO. PORQUE A OPOSIÇÃO MENTIROSA JÁ CAIU.

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      • Rubens Bomtempo foi um canccer e se Deus quiser nunca mais volta a governar petropolis… Precisamos de Gente jovem e qualificada… Bernado Rossi agora é sua vez… viva Petrópolis.
        Juvenil, Helinho e Bomtempo, nunca mais colocaram a mão no cofre de nossa cidade…. só faltou eles levarem para casa, por abrir e limpar isso fizeram… e o bobo do Munstrang nem fez uma auditoria quando entrou… era parceiro do Rubens

    • É EVIDENTE QUE DÁ CERTO, TEM PESSOAS COMPETENTES PARA A FUNÇÃO. O POVO JÁ TEM O SEU CANDIDATO EM MENTE, O POVO É INTELIGENTE E SABE QUE O ATUAL GOVERNO SÓ FOI DE MENTIRAS E CORRUPÇÃO AQUI NA CIDADE DE PETRÓPOLIS. O POVO ESTÁ SENTINDO FALTA DE CUMPRIR AS PROMESSAS DESTES CANDIDATOS QUE ESTAVAM NO PODER ATÉ COMO DEPUTADO ESTADUAL E NÃO FEZ NADA PARA PETRÓPOLIS.

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      • PROMESSAS E MAIS PROMESSAS E NÃO FIZERAM ABSOLUTAMENTE NADA. CADÊ A FACULDADE QUE ESTE CANDIDATO SEMPRE FALA QUE IMPLANTOU AQUI NA CIDADE? SO VAI ENTRAR REALMENTE QUEM FEZ E VAI CONTINUAR FAZENDO PELA CIDADE, O MELHOR DE BONS TEMPOS ONDE NA EDUCAÇÃO AS CRIANÇAS NÃO PAGAVAM CAIXA ESCOLAR, ONDE SE PROCURAVAM EMPREGOS NO SINE E TINHAM VAGAS, O RESTAURANTE POPULAR, SÓ NO MANDATO DO RUBENS BOMTEMPO QUE EU VI ISSO ACONTECER. ELE FOI INJUSTIÇADO E AGORA A JUSTIÇA SERÁ FEITA.

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