- Pelas circunstâncias que o ex-deputado Indio da Costa criou no DEM, era natural que saísse. Indio quis impor sua candidatura a prefeito – quando havia a chance de conquistá-la junto à atual direção do partido, que o levou para a política. Como candidato a vice-presidente de Serra, era natural que seu nome aparecesse como o grande líder do PSD no Rio. Da mesma forma, as divergências que vêm desde o segundo turno-2008 na capital também tornam natural a saída de Arolde de Oliveira – aparentemente sob a liderança de Indio.
- Logo após os anúncios e deserções, a coluna de Lauro Jardim colocou uma lista de deputados estaduais e federais que migrariam para o partido: Dica, Graça Pereira, Waguinho (não confundir com o pagodeiro), Iranildo Campos, Samuquinha e Roberto Henriques. Na ata de fundação, aparecem mais alguns deputados federais: além de Arolde, Áureo (do PRTB) está no partido
- Alguns nomes já disseram que não vão para o partido. Roberto Henriques, em pé de guerra com Garotinho, por exemplo, disse que “continua no PR e quem deveria sair era o ex-governador”. De qualquer forma, muitos dos nomes estão em negociação ou já acertaram com o novo partido. E aí que vem a parte interessante para ser decifrada: nenhum desses parlamentares estão intrinsecamente ligados ao ex-deputado e ex-possível-futuro-vice. Indio não os levou para o DEM e não conseguiu aglutiná-los para a campanha de Serra em 2010.
- Dos três deputados do PR que estão nessa lista, o único que brigou feio com Garotinho foi Henriques. E Graça Pereira nunca foi um nome orgânico do DEM (como Solange Amaral, por exemplo). Mas, mesmo à volta com seus problemas internos, nunca houve a interloução de Indio com nenhum desses nomes, em nenhum momento da história política do ex-deputado.
- Nesse sentido, duas hipóteses são mais prováveis: houve a ação do governador Cabral (aliado) e do governo federal, ou as alianças estão sendo feitas por lideranças mais fisiológicas do novo partido.
- Disso tudo, dá para se tirar algumas conclusões: 1º) de novo e moderno, o partido não tem nada, pois abriga alguns nomes que compartilham de um modus-operandi não muito elogiável. O verdadeiro cacique do PSD-RIO, na verdade, é Arolde; 2º) se o DEM perdeu força, Indio sai também: de potencial candidato a prefeito, inflado pela vice, vai para um partido que não tem tempo de TV apenas para apoiar a prefeitura e o governo do Estado. De tudo, sobra uma candidatura, já sem pompa e circunstância, a deputado federal em 2014.
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