Philippe Fernandes

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PSD Rio! Quem é o cacique?

  1. Pelas circunstâncias que o ex-deputado Indio da Costa criou no DEM, era natural que saísse.  Indio quis impor sua candidatura a prefeito – quando havia a chance de conquistá-la junto à atual direção do partido, que o levou para a política. Como candidato a vice-presidente de Serra, era natural que seu nome aparecesse como o grande líder do PSD no Rio. Da mesma forma, as divergências que vêm desde o segundo turno-2008 na capital também tornam natural a saída de Arolde de Oliveira – aparentemente sob a liderança de Indio.
  2. Logo após os anúncios e deserções, a coluna de Lauro Jardim colocou uma lista de deputados estaduais e federais que migrariam para o partido: Dica, Graça Pereira, Waguinho (não confundir com o pagodeiro), Iranildo Campos, Samuquinha e Roberto Henriques. Na ata de fundação, aparecem mais alguns deputados federais: além de Arolde, Áureo (do PRTB) está no partido
  3. Alguns nomes já disseram que não vão para o partido. Roberto Henriques, em pé de guerra com Garotinho, por exemplo, disse que “continua no PR e quem deveria sair era o ex-governador”. De qualquer forma, muitos dos nomes estão em negociação ou já acertaram com o novo partido. E aí que vem a parte interessante para ser decifrada: nenhum desses parlamentares estão intrinsecamente ligados ao ex-deputado e ex-possível-futuro-vice. Indio não os levou para o DEM e não conseguiu aglutiná-los para a campanha de Serra em 2010.
  4. Dos três deputados do PR que estão nessa lista, o único que brigou feio com Garotinho foi Henriques. E Graça Pereira nunca foi um nome orgânico do DEM (como Solange Amaral, por exemplo). Mas, mesmo à volta com seus problemas internos, nunca houve a interloução de Indio com nenhum desses nomes, em nenhum momento da história política do ex-deputado.
  5. Nesse sentido, duas hipóteses são mais prováveis: houve a ação do governador Cabral (aliado) e do governo federal, ou as alianças estão sendo feitas por lideranças mais fisiológicas do novo partido.
  6. Disso tudo, dá para se tirar algumas conclusões: 1º) de novo e moderno, o partido não tem nada, pois abriga alguns nomes que compartilham de um modus-operandi não muito elogiável. O verdadeiro cacique do PSD-RIO, na verdade, é Arolde; 2º) se o DEM perdeu força, Indio sai também: de potencial candidato a prefeito, inflado pela vice, vai para um partido que não tem tempo de TV apenas para apoiar a prefeitura e o governo do Estado. De tudo, sobra uma candidatura, já sem pompa e circunstância, a deputado federal em 2014.

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Vídeo: o “top five” da Dilma

Bem, hoje faz uma semana que o Brasil elegeu o primeiro poste a primeira mulher presidente, Dilma Rousseff.

Como uma forma de homenagem, digamos assim, posto aqui os melhores momentos da “presidenta” na campanha. Confira!

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Vitória de Serra em Petrópolis entra na conta de Mustrangi

Apesar da vitória de Dilma Rousseff, em Petrópolis o vencedor foi o tucano José Serra. Na cidade, ele teve 59% dos votos (99.308) contra 41% de Dilma Rousseff (69.082).

O resultado representa mais uma derrota política para o prefeito Paulo Mustrangi. Dirigentes do PT tentaram até justificar, dizendo que o eleitorado petropolitano é “conservador”. Mais ou menos: não custa lembrar que, em 2006, Lula virou contra Geraldo Alckmin na cidade. Outra coisa: desde 2000 (aí vão, no mínimo 12 anos) a cidade é administrada por partidos de centro-esquerda (PDT, PSB e PT).

Quer dizer, não é justificativa. A derrota de Dilma em Petrópolis se deve, em grande parte, à uma rejeição ao governo Paulo Mustrangi. Não se trata nem de pesquisas, mas o que se vê nas ruas: a instatisfação é grande com o governo petista na cidade. Além de uma rejeição à própria Dilma.

Mas, não repetindo e virando feito em 2006, Mustrangi sofre uma derrota para o jogo eleitoral que está se formando: o de 2012. As urnas mostram que o governo precisa trabalhar muito nos próximos dois anos para reverter esse quadro e ter uma candidatura competitiva à reeleição.

Apesar de serem da base aliada e, em tese, também terem apoiado Dilma, a vitória de Serra na cidade fortalece politicamente os dois principais advdersários que se projetaram com a eleição: Bernardo Rossi – hoje favorito – e Rubens Bomtempo – que também não está “morto” politicamente.

E, talvez, pode enfraquecer Mustrangi dentro do PT e na articulação com os governos estadual e federal. Até aí, não só Mustrangi, é bom que se faça justiça: em Teresópolis, cidade administrada pelo mesmo partido, Serra também venceu.

O resultado na cidade também é um alerta para PSDB e Democratas, os partidos da aliança que fazem oposição na cidade: há campo para a batalha, há espaço para a oposição trabalhar e ser competitiva na cidade.

Enfim, a disputa pelo Palácio Sérgio Fadel, a partir das urnas de 2010, começa muito animada, e com o quadro totalmente aberto. Promete fortes emoções.

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E Dilma foi eleita… Fazer o quê, PSDB e DEM? Oposição!

É, Dilma Rousseff foi eleita ontem presidente do Brasil. Os números já divulguei, estão no post abaixo.

Como puderam observar durante a campanha, não estou soltando fogos com sua vitória. Creio (e continuo acreditando) que há um abismo entre ela e José Serra. Continuo acreditando que o tucano é muito mais bem preparado para governar o país.

E achava, lá atrás, que Dilma não venceria as eleições, que o povo brasileiro não elegeria alguém relativamente desconhecido só por conta de um apoio político. Me enganei completamente.

Achava também que Dilma cometeria tropeços decisivos, a la Weslian Roriz (outro produto criado nesta eleição de 2010), que impediriam sua vitória. Até cometeu alguns, mas que não tiveram tanto peso. Não foi um desastre, como se previa. Me enganei, de novo.

Achava ainda que a campanha do PSDB erraria menos que em 2002 e 2006, a partir da convenção que defendeu vigorosamente o Plano Real, as privatizações, FHC. Que mostrou a união entre tucanos paulistas e mineiros, que teceu críticas ao presidente Lula. Até vir a campanha na TV, com favela virtual, que mostrou o atual presidente como estadista e chegou ao ridículo de chamar Serra de “o Zé” e de acusar Dilma de “vender o Brasil”. Me enganei mais uma vez.

Hoje, acho que falta a Dilma habilidade política para domar os leões do PT (olha o PNDH-3 aí…) e as raposas do PMDB (olha o Zé Sarney aí…). Acho que falta à Dilma a chamada “visão estratégica” que Marina não explicou direito no primeiro turno: suas propostas são sempre “ampliar o SUS”, “avançar na educação”. Tudo muito genérico, superficial e óbvio. Também acho que, com o arco de alianças de Dilma, o ministério tende a ser de uma pobreza política incrível.

Isso além do loteamento do que é público, das instituições. Acredito que é um processo que só tende a aumentar. Além disso, o cenário internacional não promete ser tão favorável como foi a Lula. Vejo que a ex-ministra terá dificuldades.

Mas espero que se repitam os outros três casos, e que esteja errado e que ela faça um grande governo. E que cumpra sua meta, bastante ousada (pra ser gentil) de eliminar a miséria.

Mas muitos tucanos e democratas devem pensar até agora: ora, o que fazer? O básico: oposição. Combater as ideias contrárias.

Mostrar as diferenças. Defender – desde já e preparando para 2014 – as privatizações e todo o legado de Fernando Henrique Cardoso. Encaixar um discurso contra a altíssima carga tributária que não agrade apenas setores da classe média, mas que todos entendam e muitos concordem.

Fazer oposição de verdade. Sem desonestidade intelectual, com “Fora Dilma” (como o PT fez no primeiro mês do segundo mandato de FHC), mas que não entre no protecionismo exagerado que fez a Lula. Quem tem que garantir “governabilidade” é a base aliada, não a oposição. Não é esse o papel que o povo destina a ela.

E, por fim, construir uma unidade agora para não rachar depois. Tão logo Serra perdeu, já começaram (incluindo tucanos serristas) a creditar a derrota ao senador eleito Aécio Neves. Tucanos brigaram porque brigaram para não apoiar seus aliados nos estados (Santa Catarina é um exemplo). Ou a oposição sai unida ou sai extirpada, como deseja o presidente Lula.

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Meu Brasil tá querendo Dilma…

56% contra 44% de José Serra.

Com os resultados, só resta dar os parabéns ao PT, seus aliados, e à candidata – agora presidente eleita.

E boa sorte para todos nós. Muito boa sorte. Vamos precisar.

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Vídeo: a história recente do Brasil em cinco minutos. Se você está indeciso, veja e vote!

Este vídeo mostra a história recente do Brasil, desde o regime militar, em cinco minutos.

Para quem nao decidiu o voto, é uma excelente oportunidade de analisar e escolher!

Como no primeiro turno, declaro aqui voto em José Serra, 45. Boa escolha a todos, e que o Brasil ganhe, seja com um ou com outra. Bom voto a todos!

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