Philippe Fernandes

Ícone

A disputa em São Paulo:tudo certo e nada no lugar

É, amigos, definitivamente a campanha eleitoral de 2012 já começou. O Datafolha fez, nessa semana, a primeira pesquisa de intenção de votos para as eleições (ao menos, a primeira oficial) para a disputa da Prefeitura paulistana.

Os dados são importantes em um momento onde todos os principais envolvidos na questão ainda não sabem o que fazer: PSDB – e, a reboque se José Serra for candidato, PSD e DEM – e PT não definiram nada. O PT, aliás, está em pé de guerra. No tucanato, os figurões, como o próprio Serra e o senador Aloysio Nunes, não querem disputar.

Os números estão aqui.

Mas, mesmo nesse balaio (são oito cenários, e nenhum deles inclui alguns pré-candidatos como Andrea Matarazzo, do PSDB, e Rodrigo Garcia, do DEM), a pesquisa traz algumas nuances importantes. A primeira deve ser evidente. Marta só lidera com tanta folga por causa do recall. De tanto disputar eleições majoritárias (figurou em 1998, 2000, 2004, 2008 e 2010), se tornou uma espécie de “Maluf de saias”, no sentido de disputar todas que vier. Com isso, é conhecida.

Nesse sentido, os apoiadores da candidatura de Fernando Haddad, ministro da Educação, não devem ficar tão desesperados com os 2%. Ele sendo candidato e tendo um bom tempo de TV, pode alavancar.

E é um player novo em um mercado com tantas figuras carimbadas. No entanto, isso pode acontecer com vários nomes: Gabriel Chalita (esse com o maior potencial de crescimento), Paulinho da Força, Rodrigo Garcia e o nome do PSDB (Bruno Covas ou José Aníbal , que tem 4% e 6%, e Matarazzo).

Mas Haddad teria o apoio de Lula. E Lula, ainda hoje, é o nome, segundo a pesquisa, que mais poderia influenciar o eleitor. Nisso, diga-se, Geraldo Alckmin também não vai mal, e pode alavancar o candidato tucano – principalmente se for Covas, que tem a força óbvia do sobrenome.

Também me espanta a rejeição alta a José Serra, na faixa dos 30% – empatada com Marta. Ainda que não espetacular, o ex-governador teve um bom desempenho na capital paulista, venceu nos dois turnos. Me parece que as tensões da campanha e os erros que cometeu acabaram deixando o tucano menor do que entrou na disputa. Talvez isso explique.

Obs: não acredito nessa história de “1/3 anti-PT, 1/3 petista e 1/3 independente”. Claro que estes grupos são importantes, mas vejo mais independentes e menos partidários. Seria resumir a algo muito pequeno a maior cidade da América Latina, complexa demais.

Russomano e Netinho de Paula têm na pesquisa o que tiveram ao longo de toda a campanha de 2010, para  o governo e o Senado. Resta saber se os dois, que são bons de TV, vão manter o fôlego.

Outro ponto, talvez o mais importante: a rejeição a Kassab chega a níveis quase “celsopítticos”. O prefeito tem apenas 24% de ótimo+bom, e amarga 42% de ruim+péssimo. 17% dos eleitores votariam em um candidato apoiado por ele; mas 38% deixariam de votar. A situação de Kassab, que se arvora na criação do PSD e na aproximação do governo federal, é muito ruim. E certamente trará conseqüências eleitorais. Com esses dados, uma candidatura ao governo do Estado em 2014 fica muito complicada.

Por fim, destaca-se isso: a grande rejeição a Kassab e, de resto, um jogo totalmente aberto. Pode dar até candidato do PSTU nessa peleja. (Obs: não, nem tanto, né?)

Filed under: #eleições2012, Brasil, Política, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Uma breve análise sobre as eleições 2012 em Petrópolis

Recentemente, duas pesquisas não-oficiais foram ventiladas em Petrópolis, seja pelas redes sociais ou por blogs. Na primeira “leva”, os números seriam esses: o ex-prefeito Rubens Bomtempo (PSB) com 38%, o deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) com 26% e o prefeito Paulo Mustrangi (PT) com apenas 8% das intenções de voto. Na última quinta, o blogueiro Eduardo Ferreira postou outros números, que teria causado ânimo no time de Bomtempo: 33% para o peessebê, 27% para o peemedebê e 7% para o petista.

Nos dois casos, o quadro é claro. A rejeição de Mustrangi, realmente, é muito complicada. Há quem diga que, nestas sondagens, o índice de ruim + péssimo beirava os 65%. A sensação de inércia que o governo transmite e a falta de soluções para os principais problemas da cidade (especialmente a saúde, tema pelo qual Paulo venceu a eleição; e o transporte, com a crise agravada e a demora para o processo licitatório, tão aguardado).

Obs: matéria de Aline Rickly, do portal Acontece em Petrópolis mostra, inclusive, que a população já não tem esperanças quanto aos transportes.

Também há de se ter cuidado com a liderança – até folgada na primeira pesquisa – de Rubens Bomtempo. Pelas circunstâncias e a posição de independência do PMDB, o ex-prefeito vocaliza toda a oposição. Além do mais, tem o recall de ter governado a cidade por oito anos. Mas, evidentemente, não se deve desprezar seu potencial: na cidade, teve, para deputado, apenas cinco mil votos a menos que Rossi.

Não se sabe, também, se Bernardo será candidato. O lançamento de seu nome está, até agora, condicionado às alianças do PMDB com o PT em âmbito estadual e, neste sentido, ele não teria tanta simpatia do governador Sérgio Cabral – é mais ligado ao grupo de Picciani. O deputado precisa se mostrar candidato de maneira mais enfática, para a população. Nos meios políticos, ninguém mais duvida de que ele quer se lançar: já está articulando aos montes por aí.

O paralelo com o caso de Kassab

Para Mustrangi, um bom indicador de que as coisas podem mudar seria o caso das eleições de 2008, em São Paulo. Em agosto de 2007 (mesmo período para aquele eleição que o atual) Geraldo Alckmin (PSDB) tinha 30% das intenções de voto. Marta Suplicy (PT) tinha 24%. O já prefeito Gilberto Kassab (então no DEM), com pouco mais de um ano de governo, tinha apenas 10%, de acordo com pesquisa Datafolha.

Por um lado, isso quer dizer que muitas águas vão rolar – e vão mesmo – até a eleição. No entanto, os motivos que levaram aos números de São Paulo não são os mesmos que levam aos números de Petrópolis agora. Kassab acabara de receber, de mão beijada, a Prefeitura de José Serra, que foi eleito governador. A população não o conhecia.

Aqui, Mustrangi já tem três anos de governo e todos o conhecem – afinal, foi eleito com praticamente 1/3 da cidade. O caso lá não era de rejeição. Com a campanha (e uma aliança, articulada por Serra, entre DEM e PMDB, que quase triplicou o tempo de TV), o prefeito foi mais bem conhecido e aprovado pela população (sorte dele que não é agora a eleição)…

Além disso, não há a grande mídia que amplifica as ações de campanha e nem a força que o horário eleitoral tem na capital paulista, principalmente com as inserções – e, mesmo assim, não existe a mínima garantia de que Mustrangi terá uma ampla aliança.

Câmara: 15 ou 21 vagas e 700 eleitos. Pelo menos… Eles acham que sim

Para a Câmara, vivemos um dilema que já ocorreu em eleições anteriores. Evidentemente, não há pesquisas – e pesquisa para vereador é um tanto quanto falha – mas o que há de candidatos é uma enormidade. E o mais grave: candidatos com o ego mais que inflamado. Gente que não passa de 600, 700 votos e que pensa que vai ter 2000, 3000.

Mais um pouco e vamos chegar à conclusão de que há mais candidato que eleitor. Recomendo até uma certa ponderação, para não ter frustrações depois. Poucos são os nomes, dos que se projetam, que tenham ou um padrinho forte, ou uma base eleitoral sólida, ou um caminhão de dinheiro – pelo menos um dos três fatores ou coisa parecida.  Além disso, tudo depende da formação das chapas e nominatas.

Uma eleição com tudo para ser disputadíssima

Por fim, essa eleição tem tudo para ser a mais disputada dos últimos tempos – só tendo paralelo, talvez, em 1996, quando a diferença foi de dois mil votos. Não vejo nada decidido para nenhuma das alternativas. Promete pegar fogo!

Filed under: #eleições2012, Petrópolis, Política, , , , , , , , , , , ,

Petrópolis, 2012: disputa totalmente indefinida!

Em Petrópolis, todos parecem estar em compasso de espera por duas situações: 1ª) o PMDB lançará mesmo candidato; 2º) o governo Mustrangi deslanchará? Muitos dizem que o prefeito está “morto” eleitoralmente, e que não tem a menor chance de se reeleger. Se a eleição fosse hoje, talvez. Como não é, não acredito no prognóstico.

Mustrangi tem ainda um ano de governo até a campanha, e as eleições dependem muito do momento. Como tem bom relacionamento com os governos estaduais e federal, pode-se ter uma injeção de investimentos na cidade. Além disso, a “intervenção branca” do governo já começou, com vários secretários de fora de Petrópolis.

No entanto, certamente sua situação é muito difícil. Quando digo que não está morto, é no sentido de que Mustrangi é competitivo. Mesmo assim, é algo muito aquém do que se espera de um prefeito no exercício de seu mandato, eleito com mais de 100 mil votos. Assim como seu governo.

Hoje, claramente, o favorito é o deputado estadual Bernardo Rossi. Isso foi claro na disputa de 2010. Na prática, os três principais candidatos disputaram (Mustrangi apoiou Leandro Sampaio). No entanto, também não acredito que ele “já ganhou”, como se diz por aí. Há quem diga que o PMDB acertará com o PT. Não acredito.

E não se pode menosprezar a força do ex-prefeito Rubens Bomtempo, que perdeu, em Petrópolis, por apenas cinco mil votos de diferença. Tem capilaridade e muito potencial eleitoral, ainda. E já se articula de forma muito clara para a disputa. Nos últimos dias, inclusive, se cogitou a possibilidade da ida de Rubens para o PR de Anthony Garotinho.

Nos bastidores, se ventila a possibilidade do vereador Márcio Muniz (PSC) se candidatar. Seria um nome forte, principalmente entre o público formador de opinião – que o elegeu em 2004 e 2008 vereador. O PPS também vem divulgando aos quatro ventos que terá candidatos para todos os cargos. Resta saber se irá mesmo, rompendo com o PT. Se lançar um nome, quem seria o candidato? Leandro de novo? Wagner Silva?

Por fim, uma certeza: será uma eleição duríssima. Vejo tudo muito dividido, principalmente entre os três principais candidatos. O quadro lembra, a princípio, 1996: Leandro Sampaio, Paulo Gratacós e Paulo Rattes disputavam voto a voto. Com a desistência de Gratacós em favor de Leandro, a diferença foi de apenas dois mil votos.

Filed under: #eleições2012, Petrópolis, , , , , , , , , , , , , , ,

São Paulo: o quadro começa a se definir para 2012

O quadro eleitoral em São Paulo começa, enfim, a ser definido, as luzes vão se acendendo, acabando com o “apagão”. As movimentações já começaram a ser feitas: Gabriel Chalita saiu do PSB rumo ao PMDB. Rodrigo Garcia, ex-braço-direito do prefeito Gilberto Kassab, continuou no Democratas, ganhou a Secretaria de Ação Social do governo do Estado e ficou no partido com a garantia de que será candidato.

O PSDB, após uma crise na capital, tenta se reorganizar e fica à espera da decisão de José Serra. Alckmin articula, hoje, até com o PP de Paulo Maluf. Kassab já dá sinais de que pretende lançar o secretário de Meio Ambiente da capital, Eduardo Jorge (hoje no PV). E o PT está em dúvida pelo excesso de nomes. Mercadante? Marta? Suplicy? Haddad?

A situação está totalmente aberta e sem favoritos. O tempo de TV, tão importante, está divido entre as três principais forças – e não duas, como em 2008: Alckmin, Kassab e o PT, através de seus aliados. Se o PSD tem espaço insignificante na tela, a força da Prefeitura trará, certamente, outros partidos aliados – o que equilibra o jogo. Para Alckmin, esse dado é fundamental, para alavancar uma candidatura do desconhecido Eduardo Jorge.

No entanto, não custa lembrar que o prefeito da capital, às voltas com a criação do novo partido, vive hoje um dos piores momentos na avaliação popular, desde o início do seu governo. Segundo pesquisa Datafolha, 43% dos eleitores o rejeitam.

Alckmin, no entanto, vive um dilema. Serra se candidata? Se não, dois nomes despontam no partido do governador: José Anibal e Bruno Covas. Isso, além da pouco provável aliança com Rodrigo Garcia. Se Serra se lança, teria tanta viabilidade? Apesar de ser o nome de consenso no PSDB, não custa lembrar o fato dele ter deixado a Prefeitura para disputar o Governo do Estado em 2006.

O PT, por sua vez, teve um bom resultado em 2010 com Mercadante, apesar da derrota. Elegeu Marta senadora. Além de ser nomes com recall suficiente, podem se beneficiar com a crise no campo de oposição ao governo federal. Enfim, uma situação totalmente aberta – e não só entre três nomes, como em 2008, mas entre 4, 5, 6…

Por enquanto – e ainda é cedo – quem saiu na frente foi Chalita, se colocando como candidato. É o único que assume sua condição, até agora.

Filed under: #eleições2012, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Índio da Costa dando entrevista: um arsenal de bobagens

Ex-secretário de administração da Prefeitura do Rio no governo Cesar Maia, Indio da Costa se esforça em se superar, desde que entrou no PSD. De lá pra cá, defendeu a divisão do Pará em três. Sempre pelo Twitter, disse que primeiro que o governo Sérgio Cabral “não prendia bandidos” com as UPPs; agora, no esforço de se juntar à base alugada, recomenda aos seus seguidores conhecer o modelo de polícia pacificadora como grande exemplo para o país.

Indio queria ser cacique do Democratas, no impasse do partido. Apostava na vitória do consórcio Bornhausen/Kassab para tomar conta do diretório do Rio dos Maias e ser o candidato a prefeito do Rio. Se tivesse articulado internamente com Cesar e Rodrigo, talvez tivesse mais chances de se candidatar.

Sua neo-paixonite com Kassab e Bornhausen e as mágoas com o ex-prefeito o levaram para o PSD. Já no novo partido, falou um monte de bobagens. Por exemplo, que Cesar Maia não exercia a democracia interna. O que é curioso. Indio da Costa permaneceu pelos 16 anos do governo democrata na capital, com cargos na Prefeitura, e não reclamava. Tudo era lindo. As coisas só passaram a mudar quando Maia escolheu a ex-deputada Solange Amaral para ser candidata a prefeita, em 2008 – contra Indio, que disputava a indicação. Mas não reclamou tanto, afinal, todos os seus estavam lá.

Da mesma forma que havia a expectativa de poder em 2010 (Cesar Maia liderava para o Senado, Serra liderava para a Presidência e o quadro se mostrava aberto para o governo do Rio), Indio continuou. Teve um trunfo, que foi a relatoria do projeto Ficha Limpa, que deu luz a um mandato até então sem nenhum destaque relevante.

No impasse pela vaga de candidato a vice de Serra, a direção do DEM (que era presidido por Rodrigo Maia) bateu o pé para que o nome fosse do partido e indicou Indio – lançado à política como prefeitinho da Zona Sul no primeiro governo Cesar Maia.

Depois que perdeu a eleição, veio a crise do DEM. Seu gruipo perdeu as internas e ele foi para o partido de Kassab. Saiu de um partido com tempo de televisão, onde poderia conduzir uma campanha para prefeito, para ir para o PSD, para… apoiar Eduardo Paes e Sérgio Cabral.

Neste domingo, o que queria ser cacique concedeu entrevista ao Dia. Indio se coloca como o grande mentor do partido no Estado, que cruza de norte a sul para buscar novas adesões. Não é bem assim. Alguns deputados “compromissados” já desistiram de ir ao novo partido. A articulação de outros nomes, de certo, não partiu de Indio. Na Alerj, esses “sete nomes” mais parecem factóide.

Na entrevista, repete que “não quer ser vice de Paes”. O PT disputa a vaga. O PMDB tem vários nomes e novos ainda estão surgindo, como o da vereadora-tucana-rubro-negra Patrícia Amorim. Indio seria, no mínimo, o oitavo, nono, décimo da lista. Não tem cacife.

Seu rancor por Rodrigo Maia parece ser algo crônico, na linha Lula – FHC. Disse que “cresceu mais que Rodrigo”, se esquecendo que o democrata tem mandato e ele não; e se esquecendo que, em 2006, os dois disputaram a eleição: enquanto Rodrigo teve 235 mil votos (o terceiro mais votado em todo o Estado), Indio, lá atrás, teve 90 mil. Quase três vezes mais. Isso sob a sombra da Prefeitura.

Rodrigo Maia deve ser candidato a prefeito do Rio. Indio não. Certamente, essa é uma vitrine importante. A Sarah Palin brasileira deve torcer muito para ter votos para uma candidatura a deputado federal em 2014. Ou todos se lembrarão de ficha limpa até lá, que o faça arrebentar (no PSD, vai precisar)?

Obs: é muito engraçado Indio criticar tanto a família Garotinho, em um partido que terá nomes como Samuquinha, Dica e Graça Pereira (cujo modus-operandi não é lá muito diferente)…

Filed under: #eleições2012, , , , , , , , , , , , , , , ,

PSD Rio! Quem é o cacique?

  1. Pelas circunstâncias que o ex-deputado Indio da Costa criou no DEM, era natural que saísse.  Indio quis impor sua candidatura a prefeito – quando havia a chance de conquistá-la junto à atual direção do partido, que o levou para a política. Como candidato a vice-presidente de Serra, era natural que seu nome aparecesse como o grande líder do PSD no Rio. Da mesma forma, as divergências que vêm desde o segundo turno-2008 na capital também tornam natural a saída de Arolde de Oliveira – aparentemente sob a liderança de Indio.
  2. Logo após os anúncios e deserções, a coluna de Lauro Jardim colocou uma lista de deputados estaduais e federais que migrariam para o partido: Dica, Graça Pereira, Waguinho (não confundir com o pagodeiro), Iranildo Campos, Samuquinha e Roberto Henriques. Na ata de fundação, aparecem mais alguns deputados federais: além de Arolde, Áureo (do PRTB) está no partido
  3. Alguns nomes já disseram que não vão para o partido. Roberto Henriques, em pé de guerra com Garotinho, por exemplo, disse que “continua no PR e quem deveria sair era o ex-governador”. De qualquer forma, muitos dos nomes estão em negociação ou já acertaram com o novo partido. E aí que vem a parte interessante para ser decifrada: nenhum desses parlamentares estão intrinsecamente ligados ao ex-deputado e ex-possível-futuro-vice. Indio não os levou para o DEM e não conseguiu aglutiná-los para a campanha de Serra em 2010.
  4. Dos três deputados do PR que estão nessa lista, o único que brigou feio com Garotinho foi Henriques. E Graça Pereira nunca foi um nome orgânico do DEM (como Solange Amaral, por exemplo). Mas, mesmo à volta com seus problemas internos, nunca houve a interloução de Indio com nenhum desses nomes, em nenhum momento da história política do ex-deputado.
  5. Nesse sentido, duas hipóteses são mais prováveis: houve a ação do governador Cabral (aliado) e do governo federal, ou as alianças estão sendo feitas por lideranças mais fisiológicas do novo partido.
  6. Disso tudo, dá para se tirar algumas conclusões: 1º) de novo e moderno, o partido não tem nada, pois abriga alguns nomes que compartilham de um modus-operandi não muito elogiável. O verdadeiro cacique do PSD-RIO, na verdade, é Arolde; 2º) se o DEM perdeu força, Indio sai também: de potencial candidato a prefeito, inflado pela vice, vai para um partido que não tem tempo de TV apenas para apoiar a prefeitura e o governo do Estado. De tudo, sobra uma candidatura, já sem pompa e circunstância, a deputado federal em 2014.

Filed under: #eleições2012, Brasil, Eleições 2010, Política, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 366 other followers