Agora há pouco escrevi no Twitter, pelo celular:
A revolta da populacao com transporte é grande. Ou melhora ou vai acontecer algo grave…
Quando escrevi isso estava na avenida Barão do Rio Branco, esperando ônibus para o Terminal de Corrêas (linha troncal, que deve sair, segundo a CPTrans, de 5 em 5 minutos na linha não integrada (600) e de 15 em 15 minutos na linha integrada (640). E isso porque conta com o apoio das linhas do Terminal Itaipava, que fazem breve parada no Terminal Corrêas. Com isso o intervalo deveria ser de 3 em 3 minutos para passar um ônibus no sentido Distritos da via.
Pois é. Hoje, após 30 minutos, apareceu APENAS UM ÔNIBUS do Terminal Itaipava, SUPERLOTADO. E, depois, nada. O intervalo, que deveria ser, no máximo, de 5 em cinco minutos, foi de meia hora para um ônibus sem nenhuma condição de carregar mais gente.
Num dia em que quebraram, no mínimo, dois ônibus – só para citar as empresas das linhas 6xx e 7xx. O primeiro parou, à tarde, cerca de 14h30, na Av. Ipiranga. O outro, agora, às 18h45, no Retiro. Isso que, coincidentemente pude notar andando na rua. Imagine nos bairros. Imagine em outras regiões onde o transporte é precário. É…
Até que desisti e fui para o Centro para fazer baldeação no Terminal Itamarati (em tese, viagem mais longa, mais tempo, desnecessário). Apesar de atrasos habituais e ônibus lotados, a situação foi, por assim dizer, mais normal até a chegada no Itamarati.
(OBS: não chega a ser problema de transporte, mas tinha um cara fumando maconha dentro do ônibus em direção ao Terminal Itamarati, tentando, na saída, discutir, sob o efeito da droga, com o cobrador que tentou impedi-lo de fazer o consumo. O que mostra o descontrole social que existe na cidade atualmente).
Enfim, cheguei a uma conclusão: ou medidas drásticas, radicais, urgentes, são tomadas pela Prefeitura ou isso tudo vai acabar muito mal. Do jeito que está, não custa nada para a revolta evidente da população tomar ares de selvageria, como aconteceu com os trens da SuperVia no Rio meses atrás.
O novo caso da integração certamente é um problema – que, com o tempo, até pode ser resolvido. Mas há muitos outros. Problemas que, sendo justo, não são culpa da atual gestão. Vieram ainda no governo Bomtempo e pioraram agora. Principalmente com a operação do sistema pelas empresas. Atrasos, falta de manutenção, compromisso, planejamento, greve… Repito: algo precisa ser feito. Com urgência. Se as empresas são incompetentes e estão em crise, nunca é tarde para se dizer adeus.